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Você se aproxima ou se afasta da felicidade?



Uma Terapeuta, principalmente no meu caso especialista em gestão emocional, deve ser perita em escuta terapêutica. Nesta escuta, ouço o que está além das palavras. Não atribuo essa habilidade, simplesmente aos estudos, mas desde a adolescência não me conformava com as respostas advindas do senso comum e buscava dentro de mim algo que fizesse sentido e resolvesse determinados conflitos.

Afinal, o que esta introdução tem a ver haver com o titulo deste texto?


Espere um pouquinho, só. Estou pintando o pano de fundo.


Todavia, atribuo grande parte desta minha habilidade, a escuta terapêutica, a busca das respostas que há muitos anos vinha me fazendo, dentre elas, esta ? ?POR QUE EU FAÇO O QUE FAÇO??. Assim comecei a dar atenção as minhas vozes internas, e me questionar ? O QUE, REALMENTE EU QUERIA NA VIDA? As respostas que vinham são parecidas das que ouço dos clientes. Quero ter um casamento feliz, dinheiro, ser reconhecimento, ser realizado em tais e tais áreas, é uma lista enorme.

E você, o que realmente quer?


Observe se suas respostas se assemelham as de cima, todavia todas essas respostas não são repostas fins e sim respostas meios. Então eu lhe pergunto, assim como pergunto aos meus clientes:

? Como você vai estar quando conseguir o que deseja?


Observe a resposta comum a todos

? QUERO SER FELIZ!

O QUE É FELICIDADE?

O significado varia para cada pessoa. Espere um pouco, talvez o que mude são os meios para atingir a felicidade.

Pense em algo que almejava e conseguiu, qual foi à sensação? Acredito que sentiu o que também a literatura afirma ? uma sensação de bem-estar, alegria, contentamento, tranquilidade, bom êxito e sensação de paz interna.


O que quero salientar agora são os meios para se atingir essa sensação de bem-estar, quais são as estratégias para se alcançar a felicidade. Como que cada um de nós traça o caminho para alcançá-la?

Vou compartilhar minha estratégia para alcançar um estado de bem estar ? ela foi diferente da minha família de origem. O que isso significa? Não querer a mesma vida que tive na minha infância, as mesmas experiências, os mesmos objetivos e costumes, pois, isso para mim, estava longe de ser feliz e gozar de bem-estar físico, emocional e espiritual.

Agora, solicito que reveja o paragrafo acima, e pense o que fazia.


? Eu criava estratégias para ser feliz ou para não sofrer?

Aproveito e estendo essa reflexão a você.


VOCÊ CRIA ESTRATÉGIAS PARA SER FELIZ OU PARA NÃO SOFRER?


Photo by Will H McMahan on Unsplash



Você pode pensar, mas isso parece à mesma coisa? Se não quero sofrer, quero ser feliz! E se quero ser feliz é porque não quero sofrer!

Calma, não é bem assim, e lhe digo, isso faz toda diferença neurologicamente falando.


Vamos avaliar: Qual o ponto de referência?? A FELICIDADE OU O SOFRIMENTO?

Voltando ao meu exemplo. Quando eu não quero sofrer o meu foco neurológico, meu ponto de referência está em se afastar do sofrimento. Então meu referencial é o sofrimento e não a felicidade!

Quem no meu subconsciente representava a vida da qual queria me afastar, a vida que não queria ter, o comportamento das pessoas que não queria, o nome que não queria, a lembrança que não queria, o ambiente que não queria?


Veja a resposta, a minha própria família. Que dura verdade, sentia-me envergonhada por pensar assim.

Mas, espera aí, eu não tinha comportamentos inadequados para com a minha família, pelo contrário, sempre fiz de tudo para ajudá-los, respeitá-los e colocá-los em posição de honra em minha vida. Sim, é tão verdade que, eles se tornaram um PESO EMOCIONAL para mim.


Que grande conflito inconsciente! Eu não queria a vida deles, o jeito deles, a cultura deles, mas meu interior gritava para me aproximar deles.  Até que ponto, realmente, queria estar com eles e ajudá-los OU queria amenizar a culpa por rejeitá-los de forma não inconsciente.


Veja, a minha busca para ser feliz, era me afastar da minha origem e da minha rejeição inconsciente,pois não tinha noção alguma desses comportamentos, observe como as forças são contrárias.

Como um pássaro que quer voar que não suporta mais a gaiola e ao mesmo tempo sente-se CULPADO por pensar assim, agir assim e decidir assim. Então, o pássaro quando está voando livre está pensando no seu dono, e tenta compensar a sua dor se esforçando em fazer algo pelo dono.


Em geral as estratégias para não sofrer trazem conflitos e levam a comportamentos reativos e conflitantes

Entendam, não estou aqui julgando comportamentos de voar ou ficar na gaiola, de voar e também levar presentes ao dono, estou tentando trazer uma leitura de conflitos internos, que com o tempo se agravam. Junto aos conflitos advêm frustrações, preocupações exageradas, ansiedade, descontrole emocional, baixa autoestima, compulsões e muito mais.


Vou acrescentar uma irmã hipotética na minha história, QUE NÃO DESEJAVA SER DIFERENTE DA FAMÍLIA DE ORIGEM, como eu desejava. Neste exemplo, serei a irmã mais velha.

Vou, agora, expor minha irmã hipotética. Ela era acomodada, não se esforçava na escola, não era disciplinada para alcançar seus objetivos, se envolvia com amizades de caráter duvidoso, seu casamento não deu certo e hoje mora com nossos pais. Porém, eu tive uma história diferente da dela, estudei, me esforcei, tive uma profissão, fui morar longe da família e tive uma união duradoura.

Então, viemos da mesma família, vivemos no mesmo ambiente, MAS cada uma foi para um lado diferente. Olhando para esse cenário, QUEM VOCÊ ACREDITA QUE FOI MAIS FELIZ? Depende, se você olhar pelo ponto de vista do ter, sou eu, estudei, comecei a trabalhar cedo e ao longo do caminho obtive algumas conquistas.


Contudo, EU E MINHA IRMÃ TEMOS O MESMO FOCO NEUROLÓGICO ? Eu me afastei do estilo de vida dos meus pais e ela se aproximou. Minha irmã hipotética, por ser menos rebelde, obedece aos pais e se torna parecida com eles e dessa forma não se permite ir muito longe em seus pensamentos, nem em seus possíveis sonhos.


AGORA, eu a ovelha negra a rebelde quero me afastar da minha origem. Todavia, observe que interessante as duas tem um mesmo ponto de referência, não querer sofrer, se afastar da DOR. As duas não são proativas, pelo contrário, são reativas a vida. Possuem um mesmo referencial para se moverem na vida, os progenitores. As duas querem ser felizes, porém o foco está em fugir do sofrimento, e o que se foca AUMENTA.


Neurologicamente, o radar está direcionado a olhar o que falta no copo. Nunca haverá realização, satisfação, paz interior, bem-estar, pelo contrário, ansiedade, pensamentos acelerados, mágoas, baixa autoestima, conflitos internos, um corpo estressado e adoecido.


Por meio desse pano de fundo, acredito que poderá avaliar como você busca ser feliz, quais estratégias usa para obter a felicidade.


Veja, algumas dicas para ir em direção a que deseja e não se afastar.


COMO VIRAR A CHAVE E MUDAR O FOCO PARA IR EM DIREÇÃO DO QUE DESEJA?

  1. Realizar escuta terapêutica sobre si mesmo; Para isso precisa haver uma escolha, tomar uma decisão e se posicionar para se autoconhecer.
  2. Tomar consciência da verdadeira realidade de sua vida;
  3. Aceitar sua genealogia, cada um tem seu lugar a ocupar com dignidade.
  4. Perdoar, e saber que seus pais são imperfeitos, que os pais deles foram imperfeitos e que você é imperfeito e que eles deram o que tinham e o que eram.
  5. Agradecer, criar o hábito do agradecimento.
  6. Mudar seu referencial, seu foco ? ir em direção do que deseja e não do que não quer.

Esse processo do autoconhecimento é um dos primeiros passos para prosperidade física, emocional, mental e espiritual. Pois, trabalha-se a liberação com a restauração de caminhos equivocados e permite-se que a lei do amor volte a fluir no seu viver, nos relacionamentos e em sua genealogia.

Talvez, pareça difícil esse processo, porém costumo dizer ? como se come uma melancia? Fatiando! Comece hoje, a ter uma escuta terapêutica contigo, esse primeiro passo abrirá portas para os próximos níveis.

Espero, ter contribuído um pouco para o fluir da lei do amor, e do doador desse amor, em sua vida, pois esta é minha missão ? Dar o que Recebi!


Estou aqui para ser sua mentora no processo de parar de se afastar da felicidade e ir em direção a ela. Entre em contato.


Muita Paz!

Kátia Rios