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Quando algo te acontece você sabe como vai reagir?


Você está satisfeito(a) com suas emoções ao reagir às circunstâncias de sua vida?


Creio que a todos nós desejamos ter melhor controle emocional e mais importante, não sofrer com elas.

Antes de falar como lidar com as emoções, precisamos entender o que são elas e como ocorrem. Pois, afinal não dá para lidar com algo, se não conhecer esse algo, no nosso caso as emoções.

O que são Emoções?


Emoções são respostas do nosso corpo, da nossa biologia a estímulos que recebemos pela visão, audição, paladar, olfato e toque. Esses estímulos, também podem surgir de memórias e lembranças, contudo de maneira imperceptível veio de algum estímulo externo. 


As emoções estão ligadas ao nosso sistema de alerta, sistema de sobrevivência, que se origina no sistema límbico do cérebro.

Vamos para a prática, por meio de alguns exemplos:


? Suponha que você come um bolo de laranja e ele te faz lembrar a casa da avó, do bolo de laranja que ela fazia e todo o carinho envolvido nesse momento. Isso traz, a você, a emoção da alegria.

? Agora imagine que ouve um amigo seu falando coisas desagradáveis sobre você. A emoção da raiva, misturado com tristeza, decepção invade seu corpo.

? Você se depara com um cachorro feroz ? vem à emoção do medo.


Em todos esses exemplos ouve um estímulo externo o qual reagimos com uma emoção. O sabor do bolo, o cheiro do bolo, ouvir algo desagradável sobre você e ver um cachorro feroz vir em sua direção.

Mesmo as lembranças elas são acionadas por alguns gatilhos que passam despercebidos a nós. Elas nos trazem memórias de acontecimentos, de pessoas, de coisas, de situações e de lugares.



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As emoções criam reações no corpo, elas se exteriorizam, elas vêm para fora.


O medo nos prepara para Fugir. Aumenta à frequência cardíaca, a respiração fica rápida, fica-se pálido, pois o sangue tem que ir para lugares úteis do nosso corpo para nos dar força para fugir. Reforço que o medo nos prepara para fugir ou atacar ou até ficar imóvel por breve tempo, considerando a possibilidade de se esconder (fugir).

A raiva nos prepara para lutar. O sangue flui para mãos. Os músculos ficam tensos, mandíbula cerrada, mãos fechadas, se prepara para luta. Maior energia é gerada para que possamos lutar contra algo que nos fere.


Tristeza envolve perda de energia de força de entusiasmo, atividade metabólica diminui. Nos leva a se interiorizar, voltar-se para dentro. Pode vir o choro, falar baixo, encurvar o corpo, olhar para baixo e querer ficar quieto e sozinho.


As emoções são instantâneas perante os acontecimentos, são intensas e que duram pouco tempo. São inconscientes, pois você não percebe, mas ocorrem várias reações bioquímicas em nosso corpo em questões de fração de segundos. Quando nos damos conta da emoção ela deixa de ser emoção e passa a ser sentimento.


Deixe-me exemplificar: Pense que você esta dirigindo, e, é fechado, a emoção do medo te faz brecar o carro e você vai parar no acostamento. Após o susto vem o a percepção da emoção do medo, do ocorrido e que poderia ter sido grave. Essa percepção, esse medo que percebeu agora não é mais a emoção, e sim, o sentimento.


Percebe como a emoção tem uma linha muito tênue com o sentimento? mas elas são originadas em locais diferentes no cérebro. Sendo que a emoção está ligada a sobrevivência e os sentimentos já nos leva a pensar sobre as circunstâncias e sobre o que sentiu no momento, assim leva a reflexão sobre o fato. Ao Refletir, pode ocorrer sentimentos de medo, apreensão e outros.


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Emoções podem ser Primárias ou Secundárias.


Emoções Primárias, também chamadas de inatas ou universais. As emoções são captadas desde o ventre materno, devido à descarga bioquímica que a mãe tem mediante as emoções que ela experimenta. Todos os mamíferos passam por esse processo.


As emoções primárias são:

Você já assistiu ao filme Divertidamente? Fala das emoções primárias de uma forma muito criativa.


As características das Emoções Primárias:

Emoções Secundárias, Sociais ou Aprendidas.

A maioria dos autores afirma que as emoções secundárias, começam por volta de dois anos de idade, são alguma delas: 

Vamos para mais exemplos:

Pense em um adulto que bem cedinho sai para correr e de repente depara-se com um Doberman que vem em sua direção, imagine o medo tomando conta dessa pessoa. Instintivamente, essa pessoa se abaixa e pega uma pedra e propositalmente exagera nos movimentos do corpo ao tirar a pedra demonstrando ao animal que ela é maior que ele e que não tem medo. Neste momento, o cão corre para um lado e a pessoa corre para outro. Depois que passa o perigo à pessoa vai raciocinar sobre tudo que aconteceu, neste momento, se dá conta que do que fez para se proteger e nem acredita.

Aproveito para reforçar alguns conceitos já mencionados. A emoção que a pessoa teve foi o medo, emoção primária, com o objetivo de proteção. A reação foi instintiva de proteção, ela ocorre na parte mais primitiva do cérebro. Depois quando a pessoa pensou sobre o ocorrido e avaliou o que fez e considerou outras possibilidades do que podia ter ocorrido. Esse segundo momento chamamos de sentimento. Os sentimentos ocorrem em outra parte do cérebro que proporciona análise.


Creio que com o exemplo acima, ficou mais claro sobre as emoções primárias para entrarmos nas emoções secundárias, que são um prolongamento das emoções primárias.

Então, vamos para o exemplo das emoções secundárias, também chamadas de sociais ou aprendidas.

Pense em uma criança que faz xixi na cama. Veja como ela fica triste por isso. E os pais na tentativa de ajudá-la a criticam e ainda a comparam com seus irmãos. Os seus irmãos por sua vez caçoam dela e ainda ameaçam contar a seus amiguinhos na escola.


A criança a princípio estava triste porque faz xixi na cama, agora ela está com vergonha, com ciúmes dos irmãos, ansiosa na hora de dormir por medo de molhar a cama novamente e preocupada se os irmãos irão expô-la na escola. A criança tinha a emoção primária da tristeza que mediante a interação com o ambiente essa emoção prolongou-se para emoção secundária que foram a vergonha, o ciúmes e a ansiedade. Todas essas emoções secundárias podem ser traduzidas na mente da criança como sentimento de rejeição.


Essa criança muito provável crescerá com medo de ser criticada, rejeitada e ter ciúmes de quem se dá bem na área que ela também gostaria de ser realizada. Pense como é a cabeça de um adulto com esses medos emocionais, que nem ele entende o que acontece com ele e muito menos como isso teve origem. Assim, o adulto fica com medo de passar por momentos vexatórios, assim fica em vigilância, em alerta constante para perceber situações que possam ser ameaçadoras a ele.  


Temos aqui o medo como emoção primária do que pode vir acontecer e a ansiedade, a vergonha e o ciúmes como emoção secundária, que decorre a preocupação, angústia e ainda o sentimento de ser rejeitado.


As emoções secundárias são o prolongamento de uma emoção primária que não foi resolvida por uma ação assertiva. Como no caso da criança que ficou acuada, por fazer xixi na cama, e não recebeu a proteção e apoio da família, pelo contrário a expuseram.


Características das Emoções Secundárias:


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Como lidar com as emoções.


Lembre-se as emoções são automáticas e involuntárias, contudo, muitas das vezes pelo histórico de nossas vidas, pela nossa personalidade e por feridas emocionais as emoções ficam exacerbadas e nos leva a expressá-las com maior veemência. Elas nos levam a ter sentimentos prolongados chegando a transtorno de ansiedade, depressão e a doenças psicossomáticas.

Muitas pessoas por não saber lidar com as emoções optam por ignorá-las. Eu fui uma dessas pessoas. Era como estar com uma batata quente na mão e não saber o que fazer com ela. Então, optei por ir colocando-as debaixo do tapete, até que o volume ficou tão grande que tropecei, cai e fiquei no chão por muito tempo.


Muitas vezes queremos e até procuramos o que fazer com nossas emoções e sentimentos, mas nos falta o como saber e onde procurar. De forma, deixo abaixo algumas instruções de como lidar com as emoções, isso lhe ajudará a começar a olhar para elas e traze-las para um dialogo sem medo.


  1. Preste atenção aos sinais emocionais tão cedo como possível. Como?

Localize os sinais no seu corpo, perceba sua respiração, sua entonação de voz, seus músculos, seu peito, sua garganta?

  1. Ao sentir sensações no corpo ou mudança de humor, para e se pergunte.

-Como me sinto?

Prefira escolher entre as seis emoções primárias.

Pode responder: ? Sinto-me triste.

Pergunte a emoção que responder acima: ? O que você está querendo me mostrar, que estou com dificuldade de ver?

  1. Dê nome as suas emoções. Com a pergunta acima ?Como me sinto?? Muitas vezes aparecem mais de uma emoção, procure separá-las e etiquetá-las.
  2. Aceite as emoções, não as julgue. Elas são reações de seu sistema de proteção. As emoções não são boas nem ruins, os fatos, as memórias ligadas a elas e o comportamento que opto por ter que terão uma conotação boa ou ruim.
  3. Procure a origem dessas emoções e os sentimentos que elas geraram.
  4. Conheça seu padrão de resposta, de comportamento e sentimento frente às emoções. Pense, quando você sente raiva por se sentir injustiçado, você tende a agredir de forma verbal, usa da violência, fala mal, reclama, não revida, fica revoltado. Perceba também o padrão de comportamento de sua família de origem e faça correlação.
  5. Estabeleça um diálogo interno, um compromisso com você mesmo para alterar seu padrão de resposta às emoções. A cada situação que a emoção vê de forma desregulada, converse com ela e pergunte a emoção:

? Do que você, emoção (dê o nome a ela) quis me proteger?

Aproveite e depois faça uma segunda pergunta:

-Quando foi que eu precisei dessa proteção em minha vida e não tive?


Provavelmente, foi há muitos anos, ainda criança ou adolescente, que não soube expressar uma ação assertiva ou seus cuidados não foram assertivos em lhe proteger.

  1. Quando perceber que uma emoção o deseja dominar comece a prestar atenção às outras coisas e veja a forma, a cor, o tamanho e comece a responder se possível em voz alta.
  2. Quando estiver com pessoas ou situações onde percebe que está ficando alterado emocionalmente, o melhor caminho é sair do ambiente. Vá ao banheiro, tomar água, dar uma volta. Esfrie a cabeça, para não fazer coisas que possa se arrepender depois.
  3. Todas as emoções desregulam a respiração. A melhor coisa neste momento e fazer respiração diafragmática e para poder voltar ao normal. (Aprenda essa respiração em detalhes no vídeo Antídoto contra a ansiedade)


Quanto mais você conhecer suas emoções, os sentimentos e os comportamentos que elas geram mais terá uma emoção combatível com o evento e obterá recursos adequados para lidar com elas. Isso lhe ajudará a não ficar tão vulnerável aos eventos da vida e aos conflitos internos ? geradores de diversas emoções desconfortantes.

Aproveito e te convido a estar junto comigo as redes sociais e obter mais material sobre o assunto.


Muita Paz

Kátia Rios

Terapeuta Emocional